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Optimizar a suspensão dos smarts...

 

Durante o processo de construção do automóvel para o posterior lançamento no mercado, o construtor testa vários tipos de suspensão, experimentando vários tipos de molas e amortecedores com diferentes tipos de taragem, etc. Tendo como objectivo final apresentar uma suspensão equilibrada que seja adequada para vários tipos de condutores em vários tipos de pavimento. O produto final tem de ser confortável quanto basta mas também transmitir segurança ao condutor e conseguir absorver as irregularidades da estrada bem como a altura ao solo deve ser alta o suficiente para não bater em passeios, em rampas de estacionamento, etc.

Para o mesmo modelo podem existir vários tipos de suspensões. Quando os automóveis saem de fábrica, estas suspensão dividem-se em dois grupos, suspensão normal e suspensão desportiva. Detalhando um pouco mais, podemos afirmar que a suspensão normal serve perfeitamente para as motorizações menos potentes, enquanto que a suspensão desportiva, é usada nos modelos topo de gama (Brabus), com motores mais potentes em que devido às velocidades mais elevadas que estes atingem, precisam de suspensões mais firmes para manter a estabilidade do automóvel.

Como referido anteriormente e independentemente do tipo de suspensão (normal ou desportiva), o automóvel vai servir para vários tipos de condutores, por isso, as suspensões desportivas nem sempre são tão desportivas como poderiam ser, por isso, é natural acharmos que é um ponto a melhorar principalmente se for feita um tipo de condução mais desportiva ou principalmente para usar em pista. Exemplificando, dois carros iguais mas um com uma suspensão desportiva e outro com uma suspensão normal, o que tem a suspensão mais firme (desportiva), vai conseguir velocidades mais elevadas em curva que por sua vez, ao sair mais rápido das curvas, vai conseguir uma velocidade mais alta nas rectas. A suspensão também influencia a travagem com uma menor oscilação de chassis a transferência de massa é melhor o que faz melhorar também a distância de travagem. 


Reduzir a altura ao solo

Muitas das vezes altera-se a altura ao solo por questões estéticas, reduzindo o espaço que existe entre o pneu e o guarda-lamas. Quando se compara um automóvel que esteja rebaixado com um normal, o rebaixado apresenta um look muito mais agressivo, no entanto, ao alterar o centro de gravidade, para além de melhorar a estética do automóvel, o comportamento dinâmico do carro e a segurança, obtém vantagens significativas em circuitos sinuosos. 

Sempre que pretenda reduzir a altura ao solo, terá de adquirir, no mínimo, molas novas progressivas que normalmente reduzem a altura ao solo em 30mm. Existem molas que conseguem reduzir mais mm mas não é aconselhável colocá-las com os amortecedores normais, mas sim, com amortecedores de espigão mais curto como por exemplo os da suspensão desportiva brabus, especialmente concebidos para serem usados com as molas mais curtas brabus ou outras. Existem ainda kits específicos mais complexos que são compostos por molas e amortecedores que permitem a regulação tanto em altura como em dureza, dando a possibilidade ao condutor de afinar o setup de acordo com as suas necessidades e utilização que faz do automóvel.

Aviso: Nunca cortar as molas de origem ou prensá-las para obter o mesmo efeito estético, porque apesar do automóvel ficar rebaixado, a mola ao ser deformada para ganhar uma nova posição, perde a sua resistência, acabando por partir. Outra consequência, mais grave, vai ser notada no comportamento do automóvel, pois a mola fica muito dura deixando de absorver correctamente as regularidades da estrada, tornando-se um perigo para a segurança dos ocupantes da viatura e dos demais condutores.